Nova petição solicita que B.A.5 seja aberta à aviação civil

As vantagens económicas e de desenvolvimento para a região seriam enormes.

Mesmo sem lobbies empresariais ou políticos locais e na Assembleia da República que defendam projectos estruturantes para o distrito de Leiria, a pressão para a abertura da Base Aérea de Monte Real (B.A.5) à aviação civil voltou a apanhar fôlego neste final de ano.
Aproveitando a vinda do Papa Francisco a Fátima, a 12 e 13 de Maio, foi criada uma petição dirigida ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ao presidente da Assembleia da Rapública, Eduardo Ferro Rodrigues, e ao primeiro-ministro António Costa, que solicita que voos comerciais possam aterrar naquela base da Força Aérea, dada a proximidade a Fátima e o potencial da centralidade de um tal aeroporto, nos limites geográficos do País.
O primeiro subscritor desta petição, que em menos de 24 horas alcançou já 213 assinaturas, João Gomes refere que “para atrair para a esta região os grandes investimentos – Tesla, multinacionais, consórcios, “Autoeuropas”… – , são necessárias muitas infraestruturas, muitos recursos e apoios de toda a espécie, não bastam apenas boas acessibilidades.”
O petitionário adianta que, em Monte Real, “já existem sinergias no local: a geografia envolvente é uma planície, a malha urbana circundante é pouco densa, há terrenos do próprio estado espaçosos e disponíveis, há três quilómetros de pista de qualidade e com capacidade para receber qualquer avião, há recursos humanos qualificados na área da aviação, há knowhow na manutenção de aeronaves, há boas acessibilidades, existe a vila hospitaleira de Monte Real com capacidade de acolhimento, existe a proximidade ímpar com vários locais a escassos minutos de distância…”
João Gomes refere ainda que os distritos que poderão beneficiar da abertura desta infraestrutura serão Aveiro, Viseu, Guarda, Coimbra, Castelo Branco, Leira, Santarém e até Portalegre. “Já temos Lisboa, Porto, Algarve e a Madeira na ‘moda’ em termos turísticos, pretendemos também colocar o Centro como destino mais atractivo, mas necessitamos dos mesmos meios que os restantes.”

www.jornaldeleiria.pt

Partilhe
error20

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *