Governo não confirma preferência por Aeroporto civil em Monte Real

O gabinete do Ministro Pedro Nuno Santos limita-se a afirmar que “o Governo está a estudar a possibilidade de coabitar a operação civil e militar na base aérea de Monte Real”.

O Ministério das Infraestruturas e da Habitação recusa-se a confirmar que a base aérea de Monte Real está no topo das prioridades para a localização de um aeroporto na região Centro.

“O Governo está a estudar a possibilidade de coabitar a operação civil e militar.”

Em resposta ao Notícias de Leiria, o gabinete do Ministro Pedro Nuno Santos limita-se a afirmar que “o Governo está a estudar a possibilidade de coabitar a operação civil e militar na base aérea de Monte Real”.

“Só Monte Real tem pernas para andar.”

Apesar da insistência do NL, o Ministério não confirma nem desmente que o Ministro das Infraestruturas tenha enviado ao Presidente da Câmara de Leiria uma mensagem a manifestar a preferência de Monte Real para a localização do futuro aeroporto da região Centro.

Em reunião de Câmara, Gonçalo Lopes afirmou ter recebido uma mensagem do Ministro com palavras tranquilizadoras “Não te preocupes. Só Monte Real tem pernas para andar”, de acordo com o Jornal de Leiria.

Mas recuemos no tempo. A meados do mês de janeiro, depois de uma reunião entre a Comunidade Intermunicipal (CIM) Região de Coimbra e o mesmo Ministro Pedro Nuno Santos, a resposta em cima da mesa não era muito diferente. “Ficou estabelecido que iriam ser avaliadas e estudadas as soluções com vista a encontrar uma solução viável para a implementação de um aeroporto no Centro do País”, citava a Agência Lusa.

“Monte Real não era alternativa, nem o aeródromo Bissaya Barreto.”

Dias antes, o Presidente da Câmara de Coimbra, Manuel Machado, integrante da CIM de Coimbra afirmava que Monte Real não era alternativa, nem o aeródromo Bissaya Barreto, em Coimbra.

Acrescentava ainda que a localização do novo aeroporto já estaria praticamente definida, no âmbito dos mesmos estudos já efetuados, que apontavam para “a sul de Coimbra e a norte de Leiria”, de acordo com a Lusa.

“Posição esdrúxula e irrealista.”

A resposta de Gonçalo Lopes, Presidente da Câmara de Leiria, surgiu no dia 15 de janeiro, ao final do dia. Na sua página pessoal de Facebook escrevia “parece óbvio que não só a proposta do Manuel Machado, presidente da Câmara Municipal de Coimbra, de construir um aeroporto de raiz na região centro em vez de apostar em Monte Real é completamente esdrúxula e irrealista como é uma posição isolada”.

O autarca leiriense voltava a justificar que “o próprio governo, através do Primeiro Ministro e do Ministro das Infraestruturas, também se pronunciou favoravelmente ao projeto de Monte Real, nos termos em que está apresentado”.

Esta segunda-feira, dia 27 de janeiro, em Monte Real, também o ministro da Defesa João Gomes Cravinho, comentou a abertura da Base Aérea Nº5 à aviação civil. Referiu apenas que o seu ministério “está aberto a discutir a matéria, que vai muito além da dimensão estrita de Monte Real ou Força Aérea, porque tem a ver com o dispositivo de grandes infraestruturas e aeroportos a nível nacional”.

Na ocasião, o ministério da Defesa Nacional oficializava a venda a venda de cinco aviões militares F-16 à Roménia, num negócio de 130 milhões de euros, desde a Base Aérea de Monte Real.

 

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