Covid-19: Cinco alunos de escolas do distrito de Leiria infectados no arranque do ano lectivo

Escolas seguiram o plano de contingência e as autoridades de saúde procuraram as eventuais cadeias de contágio

Cinco alunos de escolas diferentes do distrito de Leiria testaram positivo ao SARS-CoV-2, o que levou a autoridade de saúde a colocar mais de 15 jovens em isolamento profiláctico.

A coordenadora da Saúde Pública do Agrupamento de Centros de Saúde do Pinhal Litoral, Odete Mendes, confirmou que foi registado um caso positivo na Escola Profissional de Leiria.

“No contexto de sala de aula, naquela turma não houve contactos de risco entre alunos ou professores. Mas no contexto social, verificaram-se nove contactos de alto risco, pois os jovens estiveram num espaço fechado sem máscara, pelo que foram colocados em isolamento profilático”, começou por revelar a responsável.

Na Escola Básica 2, 3 D. Dinis, em Leiria, o agrupamento anunciou que um aluno testou positivo, tendo o director e a autoridade de saúde efectuado “as diligências recomendadas”.

Odete Mendes adiantou que o jovem terá sido infectado num contexto familiar, tendo levado a autoridade de saúde a colocar três alunos em isolamento.

O Politécnico de Leiria confirmou a existência de dois casos positivos: um na Escola Superior de Tecnologia e Gestão, em Leiria, e outro na Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar, em Peniche.

“Decorridas duas semanas desde o início das aulas, temos a confirmação de dois casos positivos de Covid-19. Tratam-se de dois estudantes que agiram de acordo com as orientações do Politécnico de Leiria: ao apresentarem sintomas contactaram de imediato as autoridades de saúde, não tendo regressado às respetivas escolas, ficando em isolamento”, afirmou o presidente do Politécnico de Leiria, Rui Pedrosa.

O responsável adiantou que as autoridades de saúde estão a acompanhar de “forma minuciosa e contínua estas situações”. “O Politécnico de Leiria e as suas escolas estão a agir de acordo com todas as orientações da Direcção-Geral da Saúde, nomeadamente quanto à partilha de informação das redes de potencial contágio, bem como na aplicação das medidas definidas pela autoridade de saúde. Neste contexto, uma das turmas ficou de modo profilático em casa em isolamento durante duas semanas, passando a ter aulas a distância”, revelou Rui Pedrosa.

O presidente sublinhou que “as potenciais cadeias de transmissão estão identificadas, estando a agir-se de acordo com o plano de contingência estabelecido, e com a devida segurança, tranquilidade, num cumprimento rigoroso das indicações das autoridades de saúde”.

Admitindo que “não existe risco zero”, Rui Pedrosa garantiu que a “comunidade académica tem demonstrando um enorme sentido de responsabilidade, com a percepção clara da importância do cumprimento das regras para o respeito pelo outro e num compromisso no garante da saúde pública, de modo a que as atividades lectivas, dentro deste contexto em que vivemos, possam decorrer de modo presencial complementadas pelo ensino a distância”.

Na quinta-feira, um aluno da Escola Secundária Afonso Lopes Vieira, em Leiria, desrespeitou o isolamento profilático sugerido pela autoridade de saúde e foi à apresentação do ano lectivo, enquanto aguardava o resultado do teste. “Esse aluno esteve na turma e ainda foi ao shopping com amigos.

Num contexto escolar, as coisas são mais tranquilas. O distanciamento social era suficiente, foi uma aula de apresentação de 40 minutos e estiveram sempre de máscara. Identificados os colegas que poderia ser classificados como de maior risco colocámos quatro em isolamento profiláctico”, disse Odete Mendes.

Já no contexto social, a médica referiu que o jovem esteve com mais três amigos, um dos quais de outra escola de Leiria. “Estiveram mais de 45 minutos sem máscara a almoçar, pelo que também ficaram em isolamento profiláctico.”

Todos os restantes alunos terão de fazer uma auto-monitorização para verificar se surge algum sintoma associado à Covid-19.

Odete Mendes explica que sempre que há um caso positivo é “feita uma avaliação de risco.

No contexto escolar, “são analisadas as características da sala, a ventilação, o distanciamento e o uso de máscara”, mas “cada caso é um caso”, até porque “é diferente ter uma turma de 14 e uma de 28”.

“Só depois de uma avaliação estratificada é que se tomam decisões, com base nas relações de risco. Conhecemos os planos de contingências das escolas e existe uma articulação direta entre as escolas e a autoridade de saúde”, precisou.

A delegada de saúde garantiu ainda que “nunca será uma turma inteira a ficar de quarentena”, a não ser que “haja muitos infectados”.

“Este contexto está a ser vivido com muita preocupação e tranquilidade. Esperamos que os alunos, os pais e os familiares cumpram as orientações das autoridades de saúde. Possivelmente haverá mais casos, mas se a comunicação for rápida, houver arejamento, distanciamento e o uso de máscaras, o risco fica reduzido.”

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