Bombeiro de Proença morre em acidente a caminho do fogo que assustou Oleiros

Um bombeiro da corporação de Proença-a-Nova morreu no sábado à noite depois de o carro em que seguia durante o combate a um fogo em Oleiros ter sofrido um acidente. É o terceiro operacional a perder a vida este mês em contexto de operações de combate a incêndios florestais.

O caso mais recente acontecera no último dia 18, quando um bombeiro de Leiria – André Pedrosa, de 34 anos – sofreu uma paragem cardiorrespiratória durante as operações de vigilância de um fogo em Vale Maior. Uma semana antes, José Augusto Dias, chefe da corporação de Miranda de Corvo, morrera após ficar cercado pelas chamas num incêndio na serra da Lousã.

No acidente deste sábado, que tirou a vida a Jorge Diogo, 21 anos, ficaram ainda feridos outros quatro bombeiros de Proença-Nova, um dos quais em estado considerado grave. O fogo – o mais grave do dia – deflagrou pelas 15.30 horas, e, à hora de fecho desta edição, previa-se, no terreno, “uma noite longa”.

Durante o dia, duas pessoas tinham já sido retiradas de casa no Lugar do Cabeço, Oleiros, por precaução. Mais a norte, as chamas preocuparam também nos concelhos de Vinhais, Vila Flor e Ponte de Lima. Centenas de bombeiros participaram nas operações de combate aos fogos. Uma parte terá tido “mão criminosa” na sua origem.

Vento e covid-19 criam dificuldades

Em Oleiros, o fogo, que lavrava em zonas de mato perto de várias freguesias do concelho de Oleiros, estava, ao início da noite, a ser combatido por 311 operacionais, apoiados por 97 viaturas e cinco meios aéreos, de acordo com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC). “A noite vai ser longa”, previu, ao JN, o presidente da Câmara.

Além das dificuldades causadas pelo vento, o autarca destacou o facto de haver bombeiros e técnicos florestais a cumprir quarentena, por causa da covid-19, que causou cinco infetados no concelho. “É um problema em cima de outro problema”, lamentou.

Por decisão da Proteção Civil, as autoridades retiraram duas pessoas da sua habitação, no Lugar de Cabeço. As chamas aproximavam-se da pequena localidade de Moutinhosa, não havendo a registar, à hora de fecho desta edição, danos em casas.

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